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Turnover: o que é, como calcular e como evitar em sua empresa

Recursos Humanos - por Fernanda Pinheiro em 15/07/2020 - Leia em 9 minutos

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O turnover é uma das maiores responsabilidades do RH, tendo impactos relevantes sobre o sucesso – ou não – de qualquer organização. Leia o artigo e descubra o que é turnover, qual sua relevância e como aferi-lo.

Nos momentos de grandes desafios, ter um time robusto e coeso de colaboradores pode fazer toda a diferença para uma organização. Entretanto, é difícil ter uma equipe unida e produtiva quando seus membros são substituídos a todo instante. E é por isso que, hoje, o turnover é um fator de extrema relevância para qualquer empresa.

Saber o nível de turnover é fundamental para entender os fatores que levam à uma alta rotatividade de funcionários. Com essa informação em mãos, fica muito mais fácil resolver os gargalos internos e extrair o potencial máximo do seu time de colaboradores.

Portanto, se você quer diminuir a rotatividade de funcionários e criar um ambiente de alta performance em sua empresa, esse texto é para você.

Continue lendo e descubra:

O que é turnover?

O turnover pode ser definido como um processo em que um membro de uma empresa deixa de trabalhar nela e é reposto por outro contratado. 

Mas, embora seja um conceito simples, por trás dele se encontram algumas das principais razões que separam as empresas bem-sucedidas daquelas que não tiveram tanto sucesso. Por exemplo, o turnover é um dos principais indicadores para medir a eficácia do processo de R&S na empresa, ou recrutamento e seleção, essencial para atrair e manter os melhores talentos do mercado em sua equipe. 

Além disso, o turnover pode ser dividido em duas categorias principais: o turnover involuntário e o voluntário. O turnover involuntário é aquele em que os empregados são demitidos, seja devido a uma performance ruim, por violar o código de ética da empresa ou devido a uma revirada econômica, que acabou forçando a empresa a demitir seu pessoal. 

Já no turnover voluntário, os funcionários saem por escolha própria. São vários os fatores que os levam a fazer isso, como melhores oportunidades de emprego em outras organizações, certa insatisfação com o trabalho, más relações com os gerentes e os companheiros de equipe, entre outras coisas. 

Em certa medida, algum grau de turnover é inevitável e, nos casos em que a relação de trabalho entre um membro e o restante da equipe está insustentável, pode até ser benéfico para a empresa e para o próprio membro. Entretanto, quando o turnover é elevado demais, pode trazer danos graves ao trabalho da empresa como um todo.

Por que é importante cuidar do turnover?

O ambiente de trabalho é um dos lugares em que mais passamos tempo em nossas vidas. Quando estamos satisfeitos com nosso trabalho e nossas perspectivas na empresa, criamos vínculos com outros colaboradores, aprendemos bastante e damos início a novas relações de amizade. 

Como consequência disso, sentimos uma vontade maior de continuar trabalhando na empresa, o que é manifestada em uma taxa menor de turnover. Em outras palavras, por trás de uma baixa rotatividade de funcionários está implícita uma satisfação com o trabalho, ou ao menos em relação ao que o restante do mercado de trabalho pode oferecer.

Um nível de turnover mais baixo significa também que as boas relações que surgirem no ambiente de trabalho não serão desfeitas, permitindo que a maior coesão da equipe se configure em um aumento na produtividade geral da empresa e em sua capacidade de inovar.

No entanto, quando o ambiente corporativo deixa de ser um lugar estimulante e se torna palco de conflitos, o trabalho vira um obstáculo à felicidade do colaborador. A satisfação do membro cai, junto com sua dedicação ao trabalho e a sua vontade de produzir. 

Então, no fim do dia, quando o ambiente de trabalho é ruim, todos saem perdendo, mas ninguém mais do que a própria empresa — com o avanço das pesquisas no campo de RH, as organizações descobriram que um aumento no turnover de funcionários carrega um custo elevadíssimo, tanto em termos financeiros como de produtividade. 

Daí a importância de entender como calcular o turnover e evitá-lo em sua empresa: afinal, é uma forma de, ao mesmo tempo, reduzir seus custos com seu processo de recrutamento e seleção e de aumentar a capacidade produtiva da organização.

Como calcular turnover de funcionários?

Para saber qual o nível de rotatividade de mão-de-obra em sua empresa, é preciso realizar o cálculo do turnover. Mas, se você não é uma pessoa muito afeita à matemática, não se preocupe: essa é uma conta bem simples e vamos explicar de forma didática.

Para calcular o turnover, você precisa primeiro das seguintes informações:

  • o número de funcionários contratados em um ano;
  • o número de funcionários demitidos em um ano;
  • o total de funcionários da empresa;

Com essas informações em mãos, você já tem tudo que precisa para calcular o turnover na sua empresa.

O primeiro passo é somar o número de funcionários contratados com o número de funcionários demitidos. Feito isso, você irá dividir essa soma pelo total de funcionários da empresa. E, pronto: você chegou à taxa de turnover da sua empresa! 

Agora, tem uma coisinha a mais que precisamos explicar. Embora essa conta sirva para a maioria dos casos, ela não será muito útil para uma empresa que está crescendo muito e precisando fazer muitas contratações. Nessa situação, o índice calculado de turnover será muito mais elevado do que condiz com a realidade.

Por isso, nesse caso específico de uma empresa que está fazendo muitas contratações, é melhor calcular o turnover de desligados. Para fazer esse cálculo, basta utilizar apenas o número de funcionários demitidos e dividir pelo total de funcionários. Desta forma, você vai chegar ao percentual exato de retenção da mão-de-obra.

Qual é uma taxa normal de rotatividade?

A taxa de turnover depende de uma série de fatores, como o setor de atuação da empresa, o grau de aquecimento do mercado, entre outras coisas. Por isso, fica difícil determinar uma taxa normal de turnover que se aplique a todos os casos. Entretanto, algumas pesquisas fornecem alguns indicadores que podem nos guiar.

A Society for Human Resource Management (SHRM) conduziu uma pesquisa em que estimou que a média geral de turnover nas organizações é de 18% ao ano. Para exemplificar, em uma empresa de médio porte com 20 funcionários, seria considerado normal uma rotatividade de 3 a 4 pessoas em um ano.

Mas essa estimativa da SHRM leva em consideração todos os setores da economia. Se for levado em consideração apenas o setor de serviços, que mais emprega pessoal e que representa a maior fatia da economia, a média de turnover aumenta. 

No caso das lojas do varejo, a taxa de rotatividade de funcionários é de 22%. Já no caso dos restaurantes, o número é ainda maior: 35% de turnover em apenas um ano.

Como evitar a alta rotatividade de funcionários?

Existem diversos fatores que podem afetar a taxa de turnover nas empresas. Alguns são externos à empresa, portanto incontroláveis, como a taxa de desemprego da economia e o número de vagas disponíveis no mercado de trabalho, ao passo em que outros são internos à organização. 

São sobre esses esses últimos, os fatores controláveis de turnover, que o time de RH e os gerentes da empresa devem concentrar seus esforços.

Alguns exemplos de fatores controláveis de turnover são a insatisfação dos funcionários com a empresa, a incompatibilidade dos membros com a cultura organizacional, a falta de um plano de carreiras, que estimule os membros a continuar se dedicando ao trabalho na empresa, entre outros fatores.

Para evitar ou diminuir a rotatividade de funcionários, é preciso ficar atento a alguns sinais vermelhos, tais como:

  • desinteresse dos funcionários em serem promovidos dentro da empresa;
  • baixa motivação para tentar impressionar os gerentes;
  • relutância em se envolver em novas oportunidades na empresa;
  • contribuições cada vez menores nas reuniões de equipe;
  • trabalhar apenas o necessário para cumprir a carga horária.

Por fim, é importante realizar uma distinção entre o turnover funcional e o turnover disfuncional. O turnover funcional é aquele em que os empregados de baixa performance ou que são fontes de conflitos dentro da organização são substituídos por pessoas mais qualificadas e com melhores soft skills. Ou seja, não é um processo fácil, tampouco desejável, mas pode ser bastante necessário para a empresa.

Por outro lado, o turnover disfuncional é o exato oposto. O que acontece, aqui, é que os melhores profissionais e os membros-chave da equipe deixam a empresa. Com isso, a força de trabalho da organização recebe um baque significativo, com perdas permanentes, até, em sua produtividade. Por isso, o turnover disfuncional é considerado altamente prejudicial para qualquer empresa.

Confira também: Como fazer um anúncio de emprego e atrair os melhores candidatos

Melhorar o seu recrutamento pode ser a chave para diminuir o turnover

Contratar os profissionais adequados é fundamental para diminuir o nível de turnover em uma empresa. Afinal, quando escolhemos candidatos bem capacitados e que se encaixam na cultura organizacional da empresa, as chances são grandes desse profissional continuar na sua empresa.

E se o que você procura são desenvolvedores e profissionais de TI, nós temos a solução perfeita para você: a Ivory Talent é uma especialista em recrutamento de profissionais de TI, com décadas de experiência nas mãos do seu CEO, Daniel Vidigal. 

A Ivory Talent conduz todo o seu processo de recrutamento e seleção, sempre filtrando os candidatos de acordo com o perfil da vaga e da sua empresa. E não se preocupe: na hora de escolher seu novo colaborador, é você quem terá a palavra final.

Então, quer descobrir o que a Ivory Talent pode fazer por sua empresa? Entre em contato com a gente e saiba mais!

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