Logo Ivory Talent

Cultura ágil: como ela se tornou indispensável para as empresas

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

A cultura ágil é uma boa forma de acelerar processos, diminuir gastos e incentivar o desenvolvimento de soluções inovadoras. Entenda como surgiu a cultura ágil e quais os seus benefícios, bem como os principais métodos ágeis que as empresas utilizam!

À medida que os consumidores se tornaram mais exigentes e que a globalização intensificou a competição entre empresas e países, foi preciso encontrar novas maneiras de trabalhar com mais eficiência, inovação e produtividade. Por isso, cada vez mais empresas e startups procuram implementar a cultura ágil em suas organizações.

O que é cultura ágil?

A cultura ágil pode ser definida como uma série de valores e métodos que visam trazer as melhores práticas de negócios para dentro das empresas, colocando em primeiro plano as necessidades dos consumidores, a aceleração dos processos e a otimização do uso de recursos.

Assim, a cultura ágil revirou os processos organizacionais de ponta-cabeça. Ao invés de passarem meses (ou até anos) a fio tentando adivinhar o que os consumidores querem, as empresas encurtaram seus ciclos e passaram a colher feedbacks de forma constante e regular com seus consumidores.

Então, a partir dessas opiniões, as empresas realizam ajustes em seus protótipos, lançam novamente o produto e colhem ainda mais feedback com os consumidores, repetindo esse ciclo por diversas vezes ao longo do desenvolvimento.

Esse é o coração da cultura ágil. Esse ciclo repetitivo de feedbacks e reajustes torna o processo mais maleável e flexível, levando à criação de produtos mais inovadores, competitivos e conectados com as verdadeiras demandas de mercado.

Além disso, outro diferencial importante da cultura ágil é o foco em equipes multidisciplinares e autônomas, capazes de tomar decisões rapidamente e sem precisar do aval constante dos seus superiores.

Dessa forma, as empresas evitam perder tempo em demasia repassando informações e aguardando respostas para dar sequência ao desenvolvimento. Assim, você acelera as etapas e economiza recursos.

Apesar de surgir no final dos anos 90, a cultura ágil só ganhou tração a partir do “Manifesto for Agile Software Development”, lançado em 2001. E, com o passar dos anos, essa cultura deu origem a diversas metodologias cada vez mais populares em startups e grandes empresas.

Quais são os benefícios da cultura ágil?

Foco na experiência do consumidor

Nunca foi tão fácil para os consumidores compartilharem suas experiências entre si. Nas redes sociais, todos os dias surgem novos casos de empresas que viralizaram e ascenderam, bem como grandes empresas que sucumbiram diante da opinião pública.

Por isso, oferecer uma boa experiência para seus consumidores nunca foi tão importante. É assim, também, que você garante hoje a sua demanda de amanhã, permitindo um crescimento sustentável no médio-longo prazo.

E como a cultura ágil valoriza e inclui a opinião do cliente a todo momento, é natural que leve a produtos melhores e mais conectados com o consumidor final.

O agilismo é baseado principalmente em ciclos curtos e iterativos de desenvolvimento, em que a equipe colhe feedback e realiza ajustes no produto constantemente.

Dessa forma, é muito mais fácil desenvolver soluções inovadoras, uma vez que a equipe está trabalhando em um modelo adaptativo, ao invés de um preditivo. Esses dois modelos também são chamados, respectivamente, de bottom-up (de baixo para cima) e top-down (de cima para baixo)

Na prática, a diferença entre eles é que, pela linha adaptativa, a empresa descobre o problema e testa repetidamente a solução. Já no caso do modelo preditivo, a empresa tenta prever qual vai ser o problema e, com base nisso, prever também qual seria a melhor solução, o que torna o processo de desenvolvimento muito mais complexo e arriscado.

Economia de recursos

Criar projetos e desenvolver produtos sempre envolve muitas despesas e um certo grau de risco — e para ter sucesso na sua empreitada, é fundamental otimizar o seu uso de recursos.

Quando falamos de recursos, nos referimos não apenas ao dinheiro, embora isso seja de essência, mas também ao tempo e energia dos colaboradores.

Pois, no fim do dia, são eles que estão trabalhando diariamente no “chão de fábrica”. Eles são, portanto, os principais responsáveis pelo sucesso (ou não) da sua empresa.

Então, visto que a cultura ágil ajuda a encurtar prazos de desenvolvimento e evitar o retrabalho, ela se torna imprescindível para evitar o desperdício de recursos financeiros e humanos.

Aceleração de projetos

Em culturas organizacionais mais tradicionais, qualquer decisão precisa ser avalizada pelos líderes da empresa. Então, na prática, isso significa tempo gasto redigindo e-mails e mensagens e esperando as respostas de responsáveis que, muitas vezes, nem estão por dentro de todos os processos.

Na cultura ágil, por outro lado, as empresas buscam criar pequenos times multidisciplinares e com alta autonomia para tomar rapidamente decisões.

Dessa forma, quem está mais próximo do projeto é quem decide como ele será gerido, agilizando o processo de decisão e incentivando a motivação e a participação dos colaboradores.

Isso significa também que, caso uma mudança de percurso se faça necessária, a equipe é capaz de tomar essa decisão com muito mais antecedência, evitando que a empresa perca o timing da sua inovação.

Quais são os principais métodos ágeis?

FDD

O FDD é uma abreviação de Feature-Driven Development, que pode ser traduzido do inglês como “desenvolvimento guiado por funcionalidades”. Seu grande diferencial é introduzir, de forma rápida e constante, novos requisitos no produto.

O FDD é composto por cinco processos básicos:

  1. Desenvolver um modelo abrangente;
  2. Criar uma lista de requisitos;
  3. Fazer o planejamento de cada requisito;
  4. Fazer o design de cada requisito;
  5. Construir por requisito.

Assim, empresas que utilizam a metodologia FDD buscam entregar periodicamente para seu cliente um produto tangível e cada vez mais funcional. Nesse sentido, o Feature-Driven Development se assemelha bastante ao Produto Mínimo Viável (MVP): ambos buscam criar versões iniciais para extrair feedback e realizar incrementações em cima disso.

Lean

método Lean originalmente surgiu na indústria, mas foi adaptado ao mercado de software a partir do livro “Lean Software Development”. Em inglês, “lean” significa enxuto, então essa metodologia tem um grande foco em reduzir desperdícios ao máximo.

Por isso, também, que o Lean é bastante utilizado em projetos com prazos curtos ou em que o orçamento para o desenvolvimento é bastante limitado.

O desenvolvimento em Lean pode ser resumido em sete princípios:

  1. Reduzir o desperdício;
  2. Amplificar a aprendizagem;
  3. Postergar as decisões;
  4. Agilizar as entregas;
  5. Empoderar as equipes;
  6. Estimular a integração;
  7. Otimizar o todo.

Scrum

Scrum é uma das metodologias ágeis mais famosas. O termo é inspirado no Rugby: nesse esporte, o scrum é a formação dos jogadores, e como os autores do estudo queriam enfatizar os benefícios do trabalho em equipe, eles acabaram se apropriando do termo.

O Scrum foi idealizado para equipes de 10 ou menos membros. Aqui, as tarefas são divididas em ciclos chamados de sprints, ou corridas curtas, e cada sprint representa o tempo em que a atividade em questão deve ser concluída, geralmente com uma duração média de 1 a 3 semanas.

Ao término de cada sprint, a equipe faz uma revisão do progresso, demonstrando o trabalho que foi feito e procurando melhorias que podem ser implementadas. Além disso, o time também faz um acompanhamento diário do progresso dos sprints, através de reuniões diárias denominadas “daily scrums”.

Assim, é possível acompanhar de perto as execuções de cada atividade, podendo até realizar desvios de curso com facilidade, seja para otimizar o uso de recursos ou para cuidar de alguma emergência que surgiu durante o desenvolvimento.

Kanban

Kanban é um bom método ágil para equipes que estão sobrecarregadas ou que lidam ao mesmo tempo com muitas demandas diferentes. Criado pela Toyota (em japonês, kanban significa quadro visual), seu propósito é facilitar o acompanhamento do fluxo de produção, utilizando para isso símbolos facilmente reconhecíveis, como post-its categorizados por cor.

No Kanban, cada tarefa possui três estágios: a fazer, em andamento e entregue. À medida em que a equipe cumpre as atividades, o post-it ou algum outro símbolo visual daquela tarefa é reposicionado, para condizer com o estágio correspondente.

Além disso, não existe um período fixo para entregar cada atividade da equipe: elas são lançadas conforme o desenrolar do projeto.

Dessa forma, o Kanban é uma metodologia muito mais flexível para a equipe de desenvolvimento. Por outro lado, porém, a responsabilidade de cada membro do time é muito maior, fazendo com que todos se tornem ainda mais responsáveis pelo cumprimento do prazo final e pelo sucesso do produto.

O DevOps é uma metodologia voltada mais especificamente para as empresas de tecnologia, combinando práticas de desenvolvimento de software (Dev) com operações de TI (Ops). O objetivo do método DevOps é encurtar os ciclos de desenvolvimento e realizar entregas contínuas e de alta qualidade.

Fazer com que os diferentes grupos trabalhem com coesão é um aspecto fundamental para empregar essa metodologia com sucesso. Por isso, o processo de implantação do DevOps tem como foco mudanças organizacionais que estimulem a colaboração entre as diferentes equipes da empresa.

Ademais, vale destacar que, por ser um método feito por e para engenheiros de software, há uma adesão forte e crescente de muitas equipes de TI ao DevOps. Por isso, se você é uma empresa do ramo, vale a pena considerar essa metodologia para o seu negócio.

Assim, a gente fica por aqui! Se você gostou desse conteúdo e quer continuar por dentro desse universo, não deixe de se inscrever na newsletter da Ivory!

Fale com um consultor